Lembranças que guardo e considero importantes e que de uma ou outra maneira, todos com quem convivo e convivi, sabendo ou não, puderam sentir e sentem o sabor doce ou salgado que é conviver com este filho da Neta.

A turma

Almoços aos domingos, nos dias de festa, todos os dias da semana todos juntos. Tupã ficava internado no seminário, nas férias seu lugar na mesa e o seu pedaço do frango eram sagrados. Esta tradição São Paulo acabou, de manhã e a noite também. São Paulo e a vida acabou até com a família, foi Tupã, Lorena, depois Chico, Nayá, depois Neta. Lena a companheira inseparável da Neta e eu resistimos.

Chico foi o companheiro da Neta e companheiro dos filhos. Companheirão. Tudo com ele era muito especial. Não estava mais conosco quando um dia um pé de manacá de frente para á porta da casinha amanheceu florido; Neta sorrindo e chorando contou que falou para ele da vontade de ter um pé de manacá junto à casa.

Quando casaram numa conversa um dos dois falou: “nos somos como bofes e coração, não podemos esquecer, o que faz bem ou mal pra um, faz o mesmo para o outro”. nunca me senti bofe ou coração, porque era e ainda sou os dois.

Sempre tive consciência que meu único amigo era o Chico, perdoem todos os outros inclusive os irmãos.

Até hoje, minhas conquistas não seriam sem o apoio do Chico e da Neta, e em todos os tombos que tive, sempre contei com a mão e o carinho deles.