Lembranças que guardo e considero importantes e que de uma ou outra maneira, todos com quem convivo e convivi, sabendo ou não, puderam sentir e sentem o sabor doce ou salgado que é conviver com este filho da Neta.

Notas para Neta

Aula: 

1978 morei a 500 metros da casa da Neta.
Todos os dias saía de casa às 6, caminhava até a Neta para tomarmos um mate antes de seguir para o trabalho.
Nesta situação aconteceu esta história com Camus.
Lhe contei A Queda.
Ela concluiu com O Estrangeiro

Começo:

Os assassinatos de familiares são  fenômenos que mereceriam ser estudados.
Um filho de Pedro Gomes, avô de Laurênio, assassinado no final da tarde enquanto encerrava os terneiros, primeira metade do século XIX.
Os dois irmãos de Laurênio assassinados na década de 1930 um no sul e outro no Mato Grosso
Um filho com sua esposa assassinados na década de 1940, ele no Paraná, ela no Mato Grosso.
Uma filha de Laurênio, a Neta, assassinada em 1985 em São Paulo.
Um dos filhos da Neta, eu, sobreviveu a uma agressão de morte no Pará em 2004.
Na primeira metade do século XIX a mãe de Pedro Gomes querendo livrar a família de violências, internou seu único filho num seminário.
O quê ela viu e viveu? Qual razão?
Pedro fugiu do seminário e deve ter morrido de velho, mas a  família como previu a bisavó de Laurênio, tempos em tempos alguém foi assassinado, iniciando com um filho de Pedro, se arrastando ainda por quase dois séculos.
Naturalmente que cada uma destas violências tiveram suas razões. Mas querendo ou não, cada uma se lembra a preocupação daquela avó.

Política da Libertação:

Cuidado, a necessidade abre todas porteiras para o chiqueiro... no sofrimento surge a solução pra quem não se entrega.

Pecado(?) original:

Erico Veríssimo e Ana Terra! Erico Veríssimo conta que Ana Terra teve um filho com um índio missioneiro, o índio morto pela família de Ana e a família de Ana morta por assaltantes, ela foi ser parteira na cidade de Santa Fé, como parteira assumiu símbolo da mãe. Desprezo ao nome “Terra, que quer dizer chão”, terra foi a mãe do índio morto pelo invasor e mãe do filho deste mesmo invasor, miscigenando culturas, parindo assim o gaúcho. O índio missioneiro tinha assimilado alguma cultura européia, era alfabetizado e contava lenda cristã incorporada com elementos da sua cultura.