"Somos todos aqueles que no cotidiano do dia a dia convivem com a gente".
Quando eles se negam para a gente, corremos o risco de não sermos mais nada.
Sensação de remorso quando contei para Neta de "um velho que todos os dias na mesmo hora cruza na calçada no sentido inverso ao meu, algumas vezes eu sorrindo o cumprimentei e ele com cara de quem não tem amigo me ignorou. A vida seguiu, o tempo passou e nesta manhã ele cruzou cambaleando por mim, parei pensei em oferecer socorro ele se afastava, segui meu caminho e vi pelo chão algumas manchas de sangue, olhei para trás ele já bem mais além ia cambaleando, voltei a caminhar com remorso por não ter oferecido ajuda".
A Neta tentando me acalmar, falou não ser algo grave, lamentando a falta de fraternidade entre pessoas que na vida dividem os mesmos espaços, disse: "somos todos aqueles que no cotidiano do dia a dia convivem com a gente, somos o padeiro, o colega, o motorista do ônibus..."