Lembranças que guardo e considero importantes e que de uma ou outra maneira, todos com quem convivo e convivi, sabendo ou não, puderam sentir e sentem o sabor doce ou salgado que é conviver com este filho da Neta.

Abelha rainha

Irai-RS, cidade gaúcha, é estância hidromineral, lá existem fontes de águas quentes. Curiosamente irai quer dizer mel de água, para o tupy “i” é água e “ci” é a mãe! quando se fala iraci vale lembrar que toda abelha também tem mãe. Irai é a terra natal da “Neta” a "Netinha", guria sapeca, mãe, avó. Minha abelha-rainha.

Irai região serrana, de matas de mate com mato florido produzindo néctar para um mel muito especial, o mel silvestre do Irai é "irai", um mel de textura muito fina, aroma e sabores suaves, muito característico e como todos os outros, nobre. Mel para se colher no final da primavera.

A minha relação com a apicultura iniciou em 1951, quando nasci, Chico e Neta começaram, neste ano, acho que sem saber, um pequeno apiário no quintal, era só uma caixa com abelhas, lá em Tupanciretã-RS. Em1969 a família mudou-se para São Paulo e então vendeu o apiário com 200 colmeias,creio que mais de 90% africanizadas e com as quais, naquele quintal a 100 metros da matriz da cidade, se manteve um convívio britânico, seguro e responsável.

Cinco décadas longe do apiário.

Algumas recordações, histórias lincadas a experiência da vida criança e adolescente, mas com muito feromona. Pode ser irônico, mas talvez pela quantidade de mel consumida, ferroadas colecionadas, horas manipulando produtos e equipamentos, ou até a falta de um bom banho, seja a razão para eu ser identificado por abelhas, nos mais diferentes lugares por onde ando.